A abulia e o tédio

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A abulia e o tédio

Mensagem por Sarkastik Ambassador em Dom 28 Dez 2014, 22:08

Passaram três dias desde do dia de Natal, ou seja, é dia 28 também conhecido pelo dia de pagar a renda. James está de passagem numa pensão à beira mar em Lisboa onde este dia é marcado pelo pagamento da renda e por isso mesmo é que à porta do seu quarto está o dono do local. Ele não abandona a porta há umas quantas horas com medo que James não pague a renda, porque o jovem saiu de manhã e nunca mais voltou assim como já passa das 22 horas e nem sinal dele e o céu já escureceu quanto baste.

Dono da pensão: Ora foda-se, aquele gajo nunca mais chega, já me começo a passar…

Passa uma rapariga bem jeitosa com as curvas do seu corpo a evidenciar-se, loira, olhos verdes e o dono da pensão fica de boca aberta a apreciar tal beldade até que ela faz-lhe olá com a mão e fica intrigada pelo homem estar ali colado à porta. Para que conste, o dono da pensão é um senhor já de alguma idade que anda de bengala devido a uma lesão no joelho e tem o cabelo encoberto pelo branco da velhice.

Rapariga: Que se passa?

Dono: É um miúdo que vive neste quarto que parece ser mais um caloteiro, no primeiro mês sai de manhã e nunca mais volta…

Rapariga: Hmm entendo, mas seja otimista, pode ser que ele só esteja a fazer algo e volte, sei lá…

A rapariga mete a mão no ombro do velho dono, mas ambos são surpresos pelo aparecimento de James que estava vestido de maneira desportiva, ténis de corrida, calções pretos, um casaco de carapuço fino cinzento e ainda estava com uns fones pretos postos de onde se conseguia ouvir mesmo sem eles postos devido ao volume em que estava. Ele estava todo suado depois de aparentemente correr o dia todo.

James: Boa noite Sr. Joaquim e… que é que vocês os dois estão a fazer à porta do meu quarto? Querem convite para entrar?

Rapariga: Eu estava aqui só a falar com o Sr. Joaquim, calhou de ser à frente da sua porta…

Sr. Joaquim: E eu quero é o meu dinheiro James!

James: Ah o dinheiro… espere um segundo!

Ele tira as chaves dum bolso dos calções e abre a porta, mas fecha-a rapidamente e vai a debaixo da cama buscar uma meia onde tem o dinheiro da renda escondido. Já com o dinheiro em notas na mão foi lá fora entregar ao dono da pensão.

James: Aqui está.

O Sr. Joaquim pôs se a contar o dinheiro ali mesmo.

Sr. Joaquim: Está tudo certo rapaz, para a próxima avisa-me que vais estar fora de casa, já pensava que tinhas fugido.

James: Erro meu, não acontecerá novamente decerto.

Sr. Joaquim: Bem, tenho uns assuntos a tratar, boa noite.

O velho dono da pensão abandona finalmente a porta a mancar com uma bengala e deixa ali a bela rapariga sozinha com James.

Rapariga: Chamas-te James?

James: Sim, prazer em conhecer-te, boa noite!

James entra na casa e fecha a porta na cara da jovem rapariga deixando-a chateada e fazendo-a seguir caminho até ao seu quarto extremamente aborrecida.
O quarto do jovem é pequeno, tem um armário grande, uma cama de solteiro com uma comoda ao lado onde tem um candeeiro, uma casa de banho pequena incorporada e ainda uma varanda onde ele tem uma cadeira de praia que gosta muito de se sentar à noite para observar as estrelas e perder-se no seu pensamento.


Ele quando entra no quarto deixa tudo apagado menos a luz do candeeiro por achar relaxante uma pouca luminosidade, melhor dizendo, deixa-o tranquilo. Após ligar a luz do candeeiro foi tomar banho. Já depois do banho foi para o seu portátil ver algumas notícias, mas rapidamente mudou para o youtube onde meteu uma música calma, um dos seus vícios é ouvir música, pode-se dizer que é viciado em ouvir música.


Enquanto deixou correr a música, sentou-se na cadeira de praia, que está na varanda, e pôs-se a relaxar e a falar alto para si enquanto ouvia aquela música.

James: Que noite fantástica, consigo ver as estrelas…

Ele tira o smartphone do bolso das calças e começa a correr todo o telefone até que vai à galeria e está lá uma foto que afeta-o bastante e ele cerra os dentes com força. A foto era antiga, tirada há cerca de 3 anos, ele com uma ex-namorada que uma semana mais tarde viria a falecer juntamente com os seus pais num acidente rodoviário e tudo ficou marcado por terem acabado uns dias antes e James ter-lhe dito cenas menos boas apesar de a amar.

James: Qual destas serás tu?

Fecha os olhos e respira bem fundo.

James: Passaram 3 anos, mas continuo a precisar de ti, não vou perguntar porquê de não estares aqui… foste na tua vez certamente… provavelmente por deus ter querido e achar que já não estavas aqui a fazer nada… é o destino não é?

Esboça um sorriso mínimo como se tivesse a tentar animar-se.

James: Tudo que fazemos é em prol de um destino… mas… qual será o meu? Será que tenho um?

Fixa o olhar na maior estrela que vê no céu e encara-a como se fosse a alma da sua ex-namorada.

James: Desde que partiste que me sinto perdido ao ponto de não ver nenhum destino, inclusive descobri que penso demais e isso faz-me sofrer, toda a gente diz para deixar a vida fluir, mas eu não consigo deixar de me massacrar com o meu próprio pensamento…

Cerra os punhos com força e tenta não chorar, mas dá para perceber que os olhos já estão a lagrimejar, mas ele contém as lagrimas.

James: Depois disto tudo questiono-me se deus existe mesmo… pergunto-me o porquê de ele ser tão injusto, mas depois penso e tem que haver um equilíbrio e tivemos o azar de fazer parte da parte que mantém o equilíbrio da vida…

Olha para as suas mãos que estão repousadas nas suas pernas.

James: E pergunto-me então quem será Deus para fazer estas decisões…

Enquanto fica pensativo, começa o primeiro verso da música.

“In eternal blackness, in the midst of the darkest night
Proteins and minerals, exist within specks of light
Solids liquids and gases, and sparks of light within
Infinite lengths and widths and depths and heights
No beginning or ending, the seven dimensions
Enough space for more than a million words and inventions
To travel through time within enough room to be the womb
Of the most high's great mind which he will soon make shine
With intelligent elements in sight that he will gather
In the realms of relativity electricity struck matter
Energies explode he below to keep releasin
Atoms by the millions, til the numbers increasin
Til it was burnin he kept returnin itself to the source
The hotter his thoughts it gave the center more force
He gave birth to the sun which would follow his laws
All caused by his mental intercourse, who is God?”
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Re: A abulia e o tédio

Mensagem por Sarkastik Ambassador em Qua 31 Dez 2014, 12:49




Dia 29 de Dezembro de 2014
 
James acabou de sair do Colombo e caminha até casa com um saco de compras solitário na mão direita. Estava vestido casualmente com um casaco de tons escuros e umas calças de ganga nem muito apertadas nem muito largas.
A meio caminho da pensão um Seat Leon vermelho para ao lado dele e abre a porta como se tivesse a dizer para ele entrar. James não olha para trás e continua a andar como se nada fosse por pensar erroneamente que aquele aparato não era com certeza para sua pessoa. Essa ideia é desfeita quando o condutor do carro dá duas buzinadelas despertando a atenção total do jovem coimbrense. Quando ele olha para trás o condutor sai do carro e fala para ele enquanto sorri.
 
???: Foda-se já te deram cabo dos ouvidos? Não ouves? Entra no carro!
 
James: Que andas aqui a fazer paneleiro?
 
James esboça um sorriso espontâneo quando vê quem é o condutor e lá entra no carro.
 
???: Entra masé!
 
O condutor é Leandro Maia, um velho amigo de James, uns anos mais velho que ele na verdade. Este amigo dele quando acabou a escola dedicou-se a ser agente de atletas, mais dentro do ramo dos desportos de combate como MMA, boxe, kick boxe, judo e etc tendo arranjado alguns combates para James quando este ainda lutava.
Ambos cumprimentaram-se com um aperto de mão e Leandro meteu o Leon à estrada.
 
Leandro: Não estava a contar nada mesmo encontrar-te!
 
James: Também não estava nada à espera!
 
Ele ainda está surpreendido e ri-se por ter encontrado ali um amigo de longa data.
 
Leandro: E o que andas a fazer por estas bandas?
 
James: Epá… nada basicamente… desde que deixei a faculdade que vim viver para Lisboa. Os meus pais negaram sustentar-me depois de ter bazado, por isso tenho que viver às minhas custas agora.
 
Leandro: Vieste de Coimbra para Lisboa?! O que é que te deu para vires parar aqui caralho?!
 
A cara de James muda radicalmente de expressão passando a projetar alguma tristeza devido ao tema ser delicado e ainda atormentar a cabeça dele.
 
James: Desde que ela morreu que não conseguia viver em Coimbra… não conseguia olhar para as amigas e para os amigos dela… não conseguia olhar para ninguém…
 
Leandro olha para o lado e vê James um pouco abalado e então dá-lhe um toque suave no ombro tentando o animar.
 
Leandro: Caga nisso pá! Num momento tão feliz como este em que nos voltamos a encontrar, não vamos falar de merdas tristes!
 
James sorri suavemente e fica a apreciar o exterior através da janela do carro.
 
James: Verdade… E tu que andas a fazer por Lisboa?
 
Leandro: Vim tratar de uns negócios a ver com a nova federação de wrestling que vai abrir agora em Janeiro.
 
James: Negócios a ver com a UWL?
 
Leandro: Yap, tenho ajudado o dono daquilo a ir buscar alguns lutadores e tenho ajudado alguns lutadores a entrar lá, mas agora está difícil… Não é qualquer badameco que entra lá agora.
 
James: Deves estar a encher bem os bolsos deves…
 
Leandro: Não trabalho à pala pá!
 
Ambos dão uma gargalhada e continuam a falar.
 
Leandro: Depois lembra-me que tenho uma proposta para te fazer.
 
James: Quem vem daí?
 
Leandro: Tens que esperar olha que caralho…
 
James: Estou para ver o que vem daí…
 
Ele fica um bocado desconfiado de qual seria a proposta.
 
Leandro: Que me dizes de eu te pagar um copo em nome dos velhos tempos?
 
James: Por mim é tranquilo.
 
Leandro: Então vamos lá, conheço um sitio mesmo xpto.
 
Leandro estaciona o carro em frente a um bar e ambos saíram para se dirigirem-se ao bar, que se encontrava com algumas pessoas. Os dois sentarem-se ao balcão e mal o fizeram apareceu um empregado para os atender.
 
Empregado: Que vão desejar?
 
Leandro: Ora bem… um fino se faz favor e tu?
 
James: Pode ser um fino também já agora.
 
O empregado tira os finos à pressão e mete à disposição dos dois amigos mesmo à frente deles. Os dois dão um gole ao mesmo tempo no fino antes de começarem a falar da tal proposta que Leandro tem para James.
 
James: Tinhas dito que tinhas uma proposta para mim…
 
Leandro: Verdade! Já me ia esquecendo.
 
James: Então que proposta é essa?
 
Leandro: Que me dizes de vires lutar para a UWL? Imagina só… James… Brandão… a estrela da UWL!
 
Ele gesticula enquanto fala como se tivesse a falar de uma grande estrela.
 
James: Nah…
 
Leandro: Não?! Não porquê?!
 
James: Já não é a minha cena e aliás, já não pratico há bastante tempo.
 
Leandro: Quem sabe não esquece! Uns dias num ginásio e a forma fica top. Eu meto as minhas mãos no fogo por ti pá!
 
James: Já não é a minha cena, acredita…
 
Leandro: Como assim já não é a tua cena?! Não me fodas eu sei que é a tua cena ainda, há 3 anos antes de sair lá da terra, tu dizias que amavas aquilo e agora já não é a tua cena?!
 
Leandro puxou um bocado pela cabeça e lembrou-se de uma coisa do passado a ver com James e com a sua falecida namorada.
 
Leandro: Ah… já sei… tu estás assim por causa dela não é? Ela sempre te chateou para deixares esta vida e tu passado algum tempo parece que deste ouvidos…
 
James: O quê que queres que te diga? Ela tinha razão, vou pôr a minha vida em risco para mais tarde andar a cair aos bocados.
 
Leandro: Desde quando te preocupas com isso? Sempre disseste que amavas tanto aquilo que não te importavas de te foder todo! O teu problema é que, e desculpa lá, deste ouvidos a quem não devias, ela podia ser a gaja mais linda de Portugal, podia ser tua namorada, mas não tinha o direito de te tentar proibir de viver a tua vida como querias! Primeiro gostavas de rimar e ela fez-te a cabeça para deixares isso por ser um estilo onde é tudo “thug life” e tinha medo de te perder para essa vida… agora é as lutas!
 
James ressente as palavras do amigo e fica um bocado cabisbaixo.
 
James: Não precisas de pedir desculpa, no fundo tens razão, eu tenho sido um valente merdas… Tenho abdicado de fazer o que quero por alguém ter-me dito para o fazer…
 
Leandro: Tens de seguir o teu pensamento e eu sei… eu sei… que lá no fundo… o teu pensamento diz que a UWL é o teu futuro!
 
Ele olha para James com um sorriso forçado como se fosse um vendedor fazendo este rir-se.
 
James: Desde que ela partiu e isso tu sabes, eu não consegui ganhar um único combate, a minha cabeça não estava no sítio.
 
Leandro: Eu sei, de “Havoc” a grande promessa foste para “Havoc” o destruído.
 
James: E passado algum tempo lá dei ouvidos, mas agora chamaste-me à razão e se calhar a UWL é mesmo meu futuro…
 
Leandro: Então permite-me que te pergunte mais uma vez… aceitas a minha proposta… ou não?
 
James fá-lo esperar um bocadinho até dar a sua resposta pois está pensativo embora esteja inclinado a aceitar a proposta.
 
James: Opá não prometo nada, não sei se ainda sou o mesmo no ringue, mas eu aceito.
 
Leandro: Assim é que é! Eu sabia! Eu sabia que ainda era a tua cena, então amanhã vai ter ao parque das nações, vou marcar um meeting com o dono da UWL para te meter lá dentro. 

James: Tranquilo.

Leandro: Agora para comemorar que venha uma rodada de shots! 
 
O empregado traz dois shots para os dois e ambos brindam antes de os beber.
 
Leandro: Um brinde a ti!
 
James: Yeh um brinde a mim!
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Re: A abulia e o tédio

Mensagem por Sarkastik Ambassador em Sex 02 Jan 2015, 17:28


Dia 30 de Dezembro de 2015

Ainda não é sequer meio-dia, o dia está inundado pelos raios do sol, embora o ambiente esteja atipicamente frio. James está no escritório de Pavão, dono da UWL, enquanto este está a ler determinados documentos acerca do jovem de 19 anos proporcionando um silêncio bastante constrangedor na sala.
Passado uns minutos e depois de já ter remexido papéis e mais papéis, Bruno Pavão finalmente põe termo ao silêncio instaurado há largos minutos.


Pavão: O Leandro mandou-me resumos de combates teus para eu observar e ainda tive a falar com várias pessoas que te conhecem neste mundo das lutas.

James: E então?

Pavão: Do que consegui perceber dos resumos, és um lutador com bastante garra e alma. Para além de muito talento tens apenas 19 anos, estás no início da tua carreira o que significa que ainda tens largos anos pela frente para evoluir.

James: Presumo que isso seja bom.

Pavão: Por isso é que a tua candidatura foi aceite aqui, só queremos os melhores lutadores.

Pavão tira um contrato da gaveta e mete à frente do jovem coimbrense.

Pavão: Demora o que precisares a ler, não estou cá para enganar ninguém.

James: Certo…

Ele ficou 5 minutos a desfolhar o contrato e a ver cada alínea contratual ao pormenor para ter a certeza que não era enganado. Finalmente acaba por assinar o contrato e entrega a Bruno Pavão que vai logo de seguida arquivar o contrato numa secção onde estão todos os contratos com os lutadores.

Pavão: Bem-vindo à UWL.

James: Vai querer dizer mais alguma coisa ou já me posso retirar?

Pavão: Ainda gostava de dizer uma coisa.

James: Então diga favor.

Pavão: As pessoas com quem falei além de confirmarem que tens talento, também me disseram que és uma pessoa sem atitude.

James: Sem atitude?

James não está a perceber onde o dono da UWL quer chegar.

James: Como assim sem atitude?

Pavão: Chegou-me aos ouvidos que perdeste alguém muito afeto a ti e que desde desse determinado momento a tua carreira começou a ser zero, que não ganhaste mais nenhum combate até que acabaste por desistir de lutar. Um homem segue em frente, não baixa os braços e atira a toalha ao chão!

O jovem Brandão nunca pensou que a conversa fosse para aquele caminho e não gosta muito da ideia de ir por lá.

Pavão: Eu dei-te um contrato para assinares porque acho que toda a gente pode mudar, mas acredita que não pensarei duas vezes em rasgar aquilo caso não mudes. Um homem sem atitude não é um homem! Por isso deixa de ser um rapazinho e trata de ser um homem. Agora sim podes ir embora.

James levanta-se da cadeira e fica a olhar sério para Bruno Pavão.

James: Para quem é que está a falar? Quem é que pensa que está a ver?

Pavão: Estou-te a ver a ti e em perfeitas condições.

James: Fala da minha atitude? Claramente não está a ver com quem está a falar…

James começa a irritar-se e a exceder-se um pouco depois de ouvir tantas insinuações.

James: Falta de atitude?! Um gajo apanha a tareia da sua vida e fica no chão sangrar por todos os lados depois de levar um martelo… e você… pensa que essa pessoa no chão sou eu?! Eu sou quem está com o martelo na mão! Por isso não fale em falta de atitude!

Pavão: Então mostra-me que tens atitude, mostra-me que toda a gente está errada! Tens um mês para mostrar que tens atitude, caso contrário…

James fica olhar para Bruno Pavão até que vira costas e sai porta fora do escritório.
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Re: A abulia e o tédio

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