Meninas... calma! Chegou o garanhão.

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Meninas... calma! Chegou o garanhão.

Mensagem por CláudioSR3 em Qua 31 Dez 2014, 01:52

31 de Dezembro, 11 horas na Avenida dos Aliados (Porto, Portugal)


Os passarinhos cantavam alegremente em cima das suas árvores meias despidas e uma breve brisa fria percorria as ruas do Porto. Afinal não eram passarinhos, eram colunas exteriores que passavam alguma melodia alegre e colorida naquele dia cinzento e morto. Era impossível algum passarinho andar perdido e não ter migrado como todos os outros para um local onde podiam abrir as asas e voar - na avenida dos aliados as asas com certeza congelariam. A árvore de natal gigante continuava imponente na frente da câmara municipal do Porto, com as suas frases e seu ar pitoresco de sempre. Era um centro de atração que nenhuma criança queria perder e que guardaria na sua memória para o futuro.
E era neste ambiente que Zé andava nas ruas do Porto. O Zé é um menino de 9 anos que tinha acabado de ver a árvore pela décima vez e que estava a descer a avenida dos aliados naquela terça-feira, dia 30 de Dezembro, pelas 11 horas da manhã.


Mãe do Zé: Pronto filhote, já estás mais contente, sim? - pegando firmemente na mão da sua cria.

O Zé não ouviu - ou fez de conta que não ouviu - e continuou a olhar em redor para as monstras das lojas de turismo, para aquelas confusões que os chineses colocavam nas monstras: eram cadernos, enfeites de natal, imagens de lutadores da WWE, etc. Era algo de artístico aquele amontoado todo... mas algo despertava ansiedade no Zé ao passar por uma dessas lojas dos asiáticos; era a loja Kompraki com um símbolo deveras interessante na entrada. Mas não passava de interessante, pois nenhum português conseguia traduzir aquilo para a língua mãe:

Mãe do Zé: Queres mais um brinquedo do ressle filho? Já não tens que chegue lá em casa? Anda lá que tenho de ir a São Bento tratar do passe para o ano que vem. - A mulher puxava o braço do rapaz que insistia em olhar para a monstra fixamente.

Zé (olhando de esguelha para a mãe): Deixa-me só ver isto mãe...

Zé estava a olhar para uma pequena televisão que se encontra na montra - por mais surpreendente que seja estava ligada na SIC Radical - e até se ouvia algum som vindo desta.

Zé (estando muito feliz por estar a ver bem o que pensava já ter visto): É o ROSAS mãe! É O ROSAS na televisão! - tendo grande expressão de felicidade e arregalando os olhos.

A mãe frange os olhos e fica sem entender nada. Sabia que o filho acompanhava wrestling nalguns canais nacionais e internacionais, mas não entendia nada sobre quem seria aquela flor. Mesmo assim aproximou-se da montra para ver melhor o que era. A fila em São Bento poderia esperar mais uns 5 minutos e mulher que é mulher será sempre cusca.

Cláudio Rosas, o novo lutador da UWL, estava a promover-se num vídeo, acerca da sua estreia no show semanal da empresa. Era um vídeo simples onde a música de fundo era uma música romântica e no fundo da imagem passavam fotografias de rosas e fotografias de Cláudio Rosas muito coloridas e quentes, chamando mais atenção ao público feminino. Parecia um vídeo promocional dos anos 90, com muita fantochada e sem realismo:


Rosas (ia dizendo algumas frases, movimentando muito o seu corpo, chegando mesmo a dançar; estava vestido com uma camisa branca, calças pretas e uns sapatos pretos): Eu voltei garotas, eu volteeiiiii!! - estava meio a cantar enquanto dava algumas luzes psicadélicas no background naquele momento. Eu estarei sempre disposto a travar lutas pelas minhas meninas - entram mulheres com bikinis reduzidos que o abraçam loucamente; muda-se para um plano só da cara do lutador. Eu estarei sempre disposto a lutar por vocês e contra aqueles gajos estranhos que aparece aqui na vossa TV! - mais parecia uma promoção comercial do que uma promoção pessoal. Eu estarei pronto para dar a cara por esta companhia fabulosa com o grande Pavão a mostrar as penas! Mas eu que arrastei sempre a asa para todas as ninas. - pisca o olho para os telespetadores. Eu serei sempre azul sobre o ouro ou o ouro sobre o azul. Ou em cima del... - corta a palavra e muda para um plano mais largo. E na próxima segunda, não percam: irei acalmar mais um gajo estranho com a mania que controla a mente de toda a gente dentro do ringue. Porque além de ter este corpo, ainda sei acertar o corpo a muita gente. E aquele Guilherme ou lá como se chama... vai ter de provar o meu espinho fatal. Tu deves ser o rouxinol que não bate bem da cabeça e ficou ao frio em vez de migrar para o Brasil! Aqui podes cantar muito e falar muito, eu sou mais de prático e menos de joguinhos. Jogos? Só na cama com estas beldades... - volta a piscar o olho e abraça as mulheres que ainda tinha à sua volta desapertando a camisa para delírio destas.

O vídeo promocional acaba e começa com outra publicidade do canal.

Zé: YES! Finalmente alguém de jeito na UWL. Já estava à espera disto há muito tempo. Vamos mais... - olhando para a mãe.

A mãe do Zé estava colada à televisão e parecia-se derretida.

Mãe do Zé: Acho que vou começar a ver isto contigo. - abana a roupa em sinal de calor...

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Re: Meninas... calma! Chegou o garanhão.

Mensagem por CláudioSR3 em Qua 31 Dez 2014, 18:33

Aconchegava o cachecol junto ao pescoço enquanto fechada a porta de casa à chave. Olhava para os dois lados e não ouvia ninguém, muito menos ver algo. Enquanto tirava a chave da fechadura, via-se o vapor de água a sair da sua boca e a desaparecer no ar...

Rosas (bufando para promover mais aquele efeito e falando só para si): Que frio do caralh*... Devo ser mesmo crente em sair da cama para isto.

Eram 15 horas na cidade do Porto, mas as temperaturas teimavam a ser baixas, resfriando todo o ambiente inerente à passagem de ano. A rua parecia deserta, ninguém queria apanhar aquele frio e ficar doente como o lutador Cláudio Rosas, grande constipação que tinha apanhado.
Com um casaco de penas a fazer combinação com as calças e as botas - para ele era muito importante manter todo o swag que as miúdas agora tanto apreciam - deslocou-se para o seu Citroen C2 preto enquanto colocava um gorro do BatMan, pois parecia que o seu mano Bruno da Casa dos Segredos 5 tinha colocado aquilo na moda. A Elisabete até lhe parecia um bom partido para o futuro... quem sabe...
Enquanto entrava no seu carro sentiu uma vibração de um dos seus bolsos e ficou a saber que era mais uma mensagem... se calhar devia de mudar de número, eram muitas desesperadas atrás dele.
Pegou no telemóvel e abriu a mensagem de texto só por curiosidade:


UWL escreveu:Informamos que a vossa entrevista se irá desenrolar daqui a 1 hora no local já determinado anteriormente. Qualquer dúvida contatar o número 912364356. Melhores cumprimentos!

Cláudio Rosas fica muito surpreendido a olhar para aquela mensagem e ri-se:

Rosas (rindo-se e colocando o telemóvel no banco, falando novamente sozinho): Estes gajos inventam cada coisa. Devia ter assim para enviar sms periodicamente a certas gajas, assim não me esquecia... - abana a cabeça negativamente e aperta os lábios acabando depois por tossir.

Rosas mete-se a caminho do estúdio da SIC do Porto. Não lhe apetecia deslocar-se para Lisboa antes do ano novo. O Porto era de fato o melhor destino em Portugal para fazer a passagem de ano na melhor maneira. Além disso era uma noite que tinha de se despedir das suas meninas...

Chega ao estúdio da SIC depois de ter estacionado o carro no parque provada da estação de televisão, radiando com uns óculos de sol que tapavam meia cara, mostrando seu sorriso incrivelmente branco a todas as pessoas que ali estavam presentes. Viu logo uma rapariga na entrada com o segurança. Seriam fãs já a esta hora, pensava que ia ser para mais logo.
Teve um andar ainda mais estiloso e riu-se ainda mais para agradar aquela sua suposta fã.


Rosas (pensando): É mesmo fã e gira. Já está a vir para minha beira e com os braços abertos. Nossa senhora, hoje começa cedo...

A rapariga na casa dos 25 anos caminhava de fato em direção dele com sapatos altos, uma saia cintada, óculos e um casaco bem felpudo.

Rosas (não deixando a rapariga falar): Não posso agora tirar fotos contigo, nem isso. Fica para logo beleza - tira os óculos para existir contato visual e viu que era uma loira bem atrevida; já não experimentava uma loira há algum tempo.

??: O meu nome é Filipa e não quero... aliás dispenso tirar fotos com o senhor Cláudio Rosas. Sou do departamento de comunicação do Porto da SIC e vim recebê-lo. E dispenso as suas apresentações e frases feitas. Só sou loira de cabelo - estendo a mão e dizendo baixo: é um prazer conhecer o lutador.

Rosas corou e meteu logo os seus óculos tossindo e engolindo em seco. Depois de a cumprimentar na mão, lá se saiu algumas palavras:

Rosas: Eu estava evidentemente a brincar minha senhora, sabe bem como eu sou... sempre na brincadeira - e lança um sorriso meio a medo.

Ela não responde aquela afirmação e faz-lhe indicação para a acompanhar. Ele acompanhou como se fosse um carneio atrás do seu pastor, encolhendo um pouco os seus ombros. Estava habituado que as mulheres não lhe fizesse frente. Ao passar pelo segurança viu que ele lhe piscou o olho e ficou ainda mais tenso: detestava demonstrações de carinho por parte de outra classe de homens.

Já estavam dentro dos estúdios da SIC e a Filipa ia-lhe dando algumas indicações:

Filipa: Já deve estar informado via e-mail que deve falar sobre o seu primeiro combate e as expetativas que tem para esta federação - olhando para trás para ver se estava a ser ainda acompanhada e controlar o seu convidado.


Rosas acenou com a cabeça e continuo a apreciar a mulher pela sua traseira e frontalidade nas palavras.
Chegaram então ao sítio onde existiria a entrevista. Já lá estava um entrevistador com um ar nerd pronto com as suas perguntas escritas no papel todo amarrotado. O entrevistador também parecia nervoso, o que fez largar um sorriso ao Sex Symbol.


Filipa (muito séria): Precisa de mais alguma coisa, sem ser o meu número como é óbvio.

Rosas (já esperando por uma pergunta deste género e salientado a sua voz anasalada): Preciso de um rebuçado porque estou doente - começou a tirar todos os adereços que tinha a mais e a colocar numa mesa.

Filipa do seu bolso tirou um rebuçado com tremenda velocidade que acabou por espantar toda a gente que estava a volta.

Filipa (entregando o rebuçado): Ando sempre preparada.

Rosas: Mas não pense que sabe tudo sobre mim... - piscando o olho e encaminhando-se para onde as luzes estavam direcionadas.

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Re: Meninas... calma! Chegou o garanhão.

Mensagem por CláudioSR3 em Seg 05 Jan 2015, 18:36

Lá estava Cláudio Rosas sentado na cadeira rotativa vermelha, cor de sangue e da UWL, à espera que a entrevista começasse. 7 pessoas estavam por detrás das câmaras: cameramans, gestores de imagem e de áudio, assistente de realização e outros quantos moços de recados para tudo funcionasse na perfeição nestas primeiras entrevistas da federação.
O jovem entrevistador com um fato largo, demonstrado que deveria ser alugado ou emprestado de algum familiar, mostrava-se muito nervoso e com as mãos a tremer enquanto segurava alguns apontamentos para a entrevista:


Rosas (sorrindo e olhando para o entrevistador): Nervoso?

O rapaz franzino olha com alta velocidade para o recente lutador da UWL como se estivesse amedrontado:

??? (gaguejando um pouco e quase sufocado): Estou!!. Estou um pouco... - não olhando para o lutador nos olhos.

Rosas (largando um sorriso): Imagina que sou uma gaja toda boa e estás a engatá-la. A mim ajuda-se a ficar menos nervoso. Até nos combates fico a pensar nas beldades que tenho à volta do ringue. Corre sempre melhor quando temos muitas mulheres à nossa volta (risos).

O entrevistador larga um sorriso amarelo, mas fica um pouco mais tranquilo na cadeira, também giratória e da mesma cor.

Os moços de recados colocam uma mesa com 2 garrafas de águas e dois copos de vidro com a marca da empresa de wresling, dando um ar mais pitoresco a toda à zona de entrevista. Chegam dois assistentes de realização que colocam os microfones de forma rápida e eficaz de forma a aproveitar o tempo da melhor forma possível. O realizador chega à frente com o típico papel dobrado em cilindro:

Realizador: Tudo preparado? - o entrevistador acena assim como Rosas. Este mostra-se surpreendido já que o entrevistador já lhe parecia muito mais calmo e perfeitamente preparado. Força!

[CAM ON]

José Miguel: Boas noites, eu sou o José Filipe! - largando um largo sorriso. Aqui estamos nós para entrevistarmos outro lutador da UWL. Trata-se de Cláudio Rosas, o Sex Symbol. - fazendo um gesto de apresentação em direção ao lutador.

Rosas já tinha assumido o seu papel de galã:

Rosas: Boa noite pessoal. Especial beijinho para as minhas meninas! - atirando um beijo para a câmara com a luz vermelha ligada.

José Miguel: Comecemos então com as perguntas do costume: como foi o seu percurso até agora no wrestling nacional?

Rosas (enquanto abria a garrafa de água): Já fui lutador em várias federações nacionais. Na E-FED, na VLL entre outras. Sempre tive um percurso discreto porque tenho mais áreas de interesse do que andar a bater em homens. As mulheres são a minha perdição... - voltando ao assunto. Nunca estive no estrangeiro para lutar. Gosto mais da carne nacional, é de boa qualidade e com grande beleza.

José Miguel: Carne?

Rosas: Desviei-me do assunto, peço desculpa. Estava a falar de mulheres, já sabe como é a minha cabeça...

José Miguel (mostrando-se um pouco incomodado): Este Rosas é sempre um grande brincalhão... - interrompido.

Rosas (parando de beber um pouco de água): Eu gosto mais de brincar às lutas na cama na categoria de mistos (risos controlados). Mas quando tenho de dar porrada nos nossos amigos, não me importo nada. Ainda por cima eles agora não regulam muito bem da cabeça. São poucos aqueles que se aproveitam agora. Só querem é estar em quartos escuros e a cortarem-se enquanto pensam na lua e na sua rotação à volta da Terra. Eu gosto mais de ver as mulheres a rodarem comigo e divertir-me à grande. Devia ser assim que as pessoas deviam de viver a vida, sem preocupações e a divertirem-se ao máximo.

José Miguel (ficando nervoso como no início da entrevista): Mas é isso que acha do seu próximo adversário no primeiro combate nesta federação? Acha que consegue chegar ao título logo no 1º show?

Rosas (ficando um pouco mais sério): Acho que vou ter um grande começo no dia 5 de Janeiro, para começar bem o ano, a agradar todo o público. Há muito tempo que não mostro este corpinho Danone, mas não falta muito. Lá o Eduardo, ou lá como se chama, é mais um daqueles que bate mal para carago - quase saindo o palavrão - e que vai querer bater-me com força. Mas eu quando quero, sei colocar os malucos no lugar que eles merecem, principalmente dentro de um ringue. - olhando agora para a câmara. Por isso colega, tem cuidado com quem falas nos teus vídeos obscuros e masuquistas. Já apanhei ex-namorados de muitas gajas assim, não é nada que me admire já!

Rosas pareceu ficar um bocado furioso e saiu de cena, ficando o entrevistador sem saber o que fazer, despedindo-se rapidamente.

[CAM OFF]

Rosas sai disparado da zona de entrevistas e é interceptado por Filipa.

Filipa: O que se passou ali? Mas pensa que faz o que quer?

Rosas olhou para ela e caminhou em frente com ar de poucos amigos...

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Re: Meninas... calma! Chegou o garanhão.

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