A Verdade

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A Verdade

Mensagem por Memphis em Qua 31 Dez 2014, 13:33


Diogo Valente está sentado numa cadeira igual às usadas pelos lutadores normalmente em combates ou segmentos, o lutador encontra-se num ringue a um dos cantos (estando a cadeira encosta ao canto claro), o ambiente torna-se escuro pela sua fraca iluminação. Diogo está de cabeça baixa com o seu casaco com capuz vestido, porém o capuz não está posto na cabeça. O setubalense passa uma das mãos pelas suas tatuagens puxando a manga para cima com um ar pensativo, no fim volta a colocar a manga para baixo, ergue a cabeça e faz um sinal positivo com a cabeça a Anderson Santos. O grandalhão (como é chamado por Diogo Valente) trás uma câmara e coloca-a no meio do ringue em cima de um rodapé velho que Valente lá tinha em casa, depois de focar a imagem no setubalense, Anderson Santos faz um sinal positivo com o dedo polegar, a luz vermelha da câmara está ligada, está a gravar.

O lutador olha para a câmara, coloca o cotovelo direito sobre o joelho e depois de desviar o olhar da câmara começa a bater várias vezes de punho fechado na sua testa muito lentamente mas no entanto com força, ele bate cerca de 4 vezes e à quinta não retira a mão da testa, acaba por abrir a mão e esfregar a mesma até ao seu queixo passando pelo o olho, esfrega a ponta dos dedos no queixo e começa a ser perceptível o sangue na palma da sua mão, sangue este que vem da sua testa porque ao esmurrar a mesma criou uma pequena hemorragia, é então lançada uma toalha branca para Valente limpar a testa, o lutador passa a toalha pela testa e deixa permanecer durante um pouco para estancar a pequena ferida, depois volta a lançar para os bastidores da gravação.

Diogo Valente(lentamente): Estão a ver isto? (mostra a palma da sua mão que tem um pouco, mesmo quase nada, de sangue). Eu sei que é pouco, mas a isto eu chamo sangue de guerreiro, de um verdadeiro homem que lutou, lutou mas nunca foi recompensado!

Diogo levanta-se, fecha a cadeira e atira a mesma para os bastidores da gravação, acaba então por se sentar no cão de forma mais confortável cruzando as pernas com as costas encostadas à proteção de canto da primeira corda.

Diogo Valente: Durante os meus 10 anos de pro-wrestling, quase 10 anos a tentar ser o melhor homem que posso ser dentro e fora do ringue eu cansei-me, depois de lutar contra todos os obstáculos que a vida me colocou à frente eu continuei a ser visto como apenas um gajo que se safa mas que nunca ia ser grande coisa, não tinha a altura, não tinha o corpo, não tinha a cara e certamente tenho tatuagens a mais.

Diogo Valente esboça um sorriso sarcástico.

Diogo Valente(ainda com o sorriso na cara): A Vanguarda da Luta Livre não me aceitou a primeira vez para darem o lugar que era meu por direito ao Big Bison Maniac! Isso fode-me a cabeça, como é possível? (Agora toma um tom mais sério e agressivo). Na altura eu caguei, aceitei o facto de talvez ele ser melhor do que eu, porque nessa altura eu ainda acreditava que o problema era eu, que talvez eu não fosse assim tão bom, mas não desisti, continuei a trabalhar..

O lutador junta as mãos e entrelaça as mesmas levando a testa às mesmas e suspira..

Diogo Valente: Eu que era o dito workhorse, entregava-me a 100% no ringue mas nunca tive a oportunidade numa grande liga por não preencher as medidas do sistema. O facto é que o sistema escolhe todos aqueles que possam ter uma imagem a ser vendida, serem "estrelas", por causa das camisolas, aqueles que possam ter a sua cara bonita na t-shirts que vocês compram por causa das palavras bonitas que o lutador disse na semana passada ou por causa do fairplay, poupem-me!

Diogo Valente começa a levantar-se e lentamente a dirigir-se para a câmara durante o próximo parágrafo.

Diogo Valente: Eu sou a excepção, há sempre uma excepção, ao entrar na Ultimate Wrestling League eu quebrei a regra, mas quebrei a regra não a ser aquele bom rapaz que fui até a meio de 2014, não, eu quebrei a regra sendo o maior filho da puta que vocês podem e vão alguma vez conhecer, foda-se, eu roubo doces a uma criança se for preciso para garantir o meu sucesso!

Já perto da camara Diogo Valente passa a mão pelo cabelo uma vez, e começa a mexer na barba enquanto fala.

Diogo Valente: A única coisa que vocês não me vão ver fazer vai ser a lamber botas e a seguir as regras do sistema, como o Vinicius Nunes fazia, como Yuri Petrov fazia, aliás como o Jorge Gante já está a fazer, a lamber o cu dos fãs, porque supostamente mudou! Aliá temos homens que se consideram o protótipo perfeito para comercialização, não é Dash? (solta uma grande gargalhada e leva a mão à testa fazendo com a cabeça um sinal de negação durante pouco tempo). Gente hipócrita..  

O lutador esboça agora um sorriso sarcástico de orelha a orelha

Diogo Valente: A verdade está à frente de todos, provavelmente a minha mensagem vai cair que nem uma bomba na administração da Ultimate Wrestling League, mas eu só fui contratado porque acharam que os posters boys da empresa tinham que ter um saco de boxe para se poderem promover futuros Vinicius ou futuros Gonçalos Ferraz!

Diogo Valente: A verdade, é cruel, é dura, mas a verdade vai ser a palavra que vai guiar esta industria para a revolução, uma luta pelos direitos dos bons in-ring performres, dos melhores lutador dentro do ringue e não pela sua imagem, não pelo seu sorriso, não pelo seu corpo!

Diogo Valente abre os braços

Diogo Valente: Dia 5 de Janeiro a revolução começa, o primeiro obstáculo no meu caminho é um homem, que faz um video para os fãs, (volta a baixar os braços) um video em que se devia apresentar mas em vez disso prefere contar a porcaria de uma história sobre uma tartaruga para chegar aos vossos corações moles e fracos, não é? O pior é que vocês fãs caiem que nem patinhos nas palavras bonitas das pessoas, mas eu vou acabar por vos abrir os olhos, mais cedo ou mais tarde, porque essas pessoas que são contratadas só para vos agradarem a vocês e ao próprio sistema não conseguem ter a mesma paixão que eu tenho pelo pro-wrestling..

O setubalense começa a caminhar em direção ao canto e encosta-se ao mesmo.

Diogo Valente: A minha missão só vai estar completa quando eu for campeão, vou acabar com a ganancia dos manda-chuva da Ultimate Wrestling League, vou começar por dizimar Micael Estefari, a bem ou mal!

Diogo olha para a câmara e ri-se alto começando a mexer na sua barba acenando a outra mão.

Diogo Valente(com um tom irónico): Até dia 5, não se esqueçam de gritar pelos vossos heróis!

A imagem começa então a desvanecer, o video termina e Diogo Valente fica notoriamente satisfeito com o que disse, tentando criando criar algum buzz nas redes sociais à volta de si mesmo, o lutador setubalense tenta acabar aquilo que Carlos Levante mal começou na Vanguarda da Luta Livre, uma revolução. A revolução.
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