O on-cam já chegou

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O on-cam já chegou

Mensagem por Fenomenal em Qui 15 Jan 2015, 04:18

Alex estava na sua sala de estar, sentado numa cadeira localizada numa das pontas da enorme mesa de jantar. Estava novamente com o seu robe multicolor e as pantufas dos cãezinhos e ia bocejando, aborrecido, enquanto atirava moedas para dentro de um copo colocado na ponta oposta da mesa. O lutador atira agora uma moeda, que cai com precisão exactamente no meio do copo. Logo a seguir, solta um longo e bem sonoro bocejo.

Alex (com voz de sono): Aaaah…Fodaaaa-seee.

Este suspiro de desalento era natural tendo em conta o contexto: Alex, o preguiçoso incurável, tinha realmente a obrigação de fazer alguma coisa. Depois da sua aparição no Kerosene 2, da qual a sua mulher se desculpou publicamente numa rede social, Alexandre Torres teve uma das piores discussões que alguma vez tivera com a sua esposa.

E por discussão entenda-se: duas horas inteiras com a mulher a gritar com ele a plenos pulmões e a insultá-lo de mil e uma maneiras diferentes enquanto olhava para ele com os olhos a saltar-lhe das órbitas e a cara completamente vermelha. Normalmente Alex servia-se de uma arma secreta para se safar de situações como esta: o seu beicinho extremamente fofinho. Mas desta última vez nem isso tinha resultado.

Alex atira agora uma moeda contra o tecto da sala. A moeda ressalta directamente para dentro do copo, caindo exactamente em cima da outra moeda que já lá estava.


Alex (numa voz desanimada): Esta vida de casado, man…

O pior é que Alex nem entendia sequer o porquê daquela reacção. Afinal ele tinha feito o público de Odivelas vibrar. Fê-lo gritar e rir. Deu aos presentes o entretenimento que tanto desejavam. Deu a oportunidade a alguém que estava sentado na plateia de participar no espectáculo e foi protagonista de um momento único no Wrestling nacional, que provavelmente não se iria repetir: o momento em que um cão a comer cocó passa no ecrã gigante do recinto.

Alex atira agora a moeda contra a própria mesa de jantar. Ela dá um salto e dois…e volta a cair direitinha no centro do copo. Torres deixa escapar um suspiro.


Alex: Esta porcaria é demasiado fácil. E aborrecida. Não tem mal ser fácil, que tudo é fácil, mas esta porcaria é mesmo, mesmo aborrecida.

Alex suspira novamente. Olha à sua volta e bate com os pés no chão, irrequieto. Fosse uma outra manhã qualquer e para combater o aborrecimento faria um joguinho de Playstation ou ia à Internet ver vídeos de animais pequeninos a fazer coisas queridas, o que lhe animava sempre os ânimos. Mas Natália tinha escondido os comandos da sua consola e mandado desligar a Internet.

Pobre Alex, não bastava que a mulher o castigasse com gritos e ao não lhe dar qualquer tipo de acção desde aquela segunda-feira, também lhe tinha tirado os seus jogos e a Internet. E agora que é que um homem como Alex podia fazer para passar o tempo? Podia ler um livro, mas já tinha lido os mais de trezentos livros que tinha em casa pelo menos duas vezes. Podia sair para comprar mais um ou outro…mas porra, estava frio lá fora e, quando assim é, um gajo está bem é com o seu robe e as suas pantufinhas quentinhas em casa.


Alex: Bem, sempre podia…

O Alex sempre podia ir ao computador, àquela pasta chamada “Estudos”, que na realidade tinham apenas matéria como anatomia humana e a bela arte oriental do Kamasutra, mas apenas o deixaria mais frustrado ver esse tipo de vídeos sabendo que não poderia depois empregar a teoria empreendida na prática, com a mulher.

Alex: …nah.

E então Alex olha para o grande relógio de parede e vê que já são dez horas da manhã. Faltavam duas horas para Natália regressar do seu treino intensivo e ele ainda nem sequer tinha começado a fazer a tarefa que a mulher lhe tinha deixado: ver a colectânea de combates e declarações de Edward Hosking e Jorge Gante, que ela tinha elaborado para si e gravado no computador, para depois, poder gravar um vídeo onde se publicitasse como uma boa escolha quer para um como para outro para os combates de Pick Your Poison do próximo evento do Kerosene.

Alex não era estúpido. Podia ser ridículo, mas não era estúpido. Ele, apesar de não ser um gato nem ter nome de desenho-animado, sabia que quando Natália tinha dito que não sabia se o marido iria aceitar ou não o desafio aberto de James Brandão e que esta era uma decisão completamente entregue a Alex, o que ela realmente queria dizer era que adorava que o esposo a surpreendesse uma vez mais e enfrentasse Brandão de livre e espontânea vontade.

Mas Alex não o fez, ele não quis lutar, ele ainda não quer lutar. Já lhe chega as costas doridas e as cãibras que vai tendo nas pernas dos treinos intensos a quem tem sido obrigado, não queria mais dor. Só que ele tinha-se comprometido a isso mesmo: a lutar. E queria lutar pela mulher, por Natália. No Kerosene ele não tinha lutado, tinha preferido ser o elemento central de um bom momento de descontracção.

E talvez tenha sido isso que tivesse desiludido Natália, mais do que toda a palhaçada: ver Alex a falhar novamente com algo em que se tinha comprometido. Tinha desperdiçado o voto de confiança que a esposa lhe dera na conferência de imprensa e então a relação tinha voltado à base habitual, com Natália a tratá-lo como uma criança e a tentar forçá-lo a fazer alguma coisa. Natália, novamente a tentar combater a sua falta de ambição e de iniciativa. Ele, novamente a agir e a ser tratado como um bebezinho.

Alex Torres levanta-se da cadeira e suspira uma vez mais.


Alex: As coisas que faço por ti, amor.

Começa a caminhar na direcção da porta da sala e quando está perto da mesma atira uma moeda por trás das costas. Escusado será dizer que esta foi parar direitinha para dentro do copo. Alex segue para o quarto, senta-se à secretária e liga o computador. Começa a ver a colectânea que a mulher já tinha preparado para si. Vai bocejando, os combates não lhe interessavam, os discursos pseudo-intelectuais aborreciam-no. Por pouco não adormecia. Inúmeras vezes.

Só alguns combates de Jorge Gante na VLL o fizeram sorriso, e isto apenas porque o por o lutador não ter demorado tempo nenhum a perdê-los e por isso eles terem acabado depressa.

Acaba de ver a colectânea. Falta uma hora para a sua mulher chegar. Estava na altura de Alex Torres gravar o seu primeiro vídeo para a Ultimate Wrestling League. E a questão que paira é: O que é que vai sair daí..?



Última edição por Fenomenal em Sex 16 Jan 2015, 01:37, editado 1 vez(es)
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Re: O on-cam já chegou

Mensagem por Fenomenal em Sex 16 Jan 2015, 01:37

A câmara foca um chão branco e, por momentos, não se ouve nada. Só silêncio. Depois ouve-se o som suave de passos. Um som que quase que se esbate no ar, proveniente de alguém que está provavelmente a usar um calçado muito leve. E é então que aparece um par de pantufas cor-de-rosa, com cãezinhos orelhudos à frente.

??? (imitando o som de cães pequenos): Woof, woof, woof!!!

As pantufas mexem-se, com as orelhas a abanar enquanto as imitações de latidos se ouviam. A câmara depois afasta-se, filmando Alexandre Torres com o seu robe absolutamente aberrante. O lutador senta-se na cama que está atrás de si, completamente desfeita e desarrumada. Olha para a câmara com um olhar fixo e algo intimidador e depois esfrega o cabelo, que já antes estava desmazelado, de forma absolutamente frenética, deixando-o com um ar ainda mais ridículo.

Alex (num tom rouco e excessivamente masculino): Como vós, sublimes fãs da Ultimate Wrestling League, devem ter entendido desde a primeiríssima instância, o início deste vídeo trata-se apenas e somente de um belo pedaço daquela muito nobre forma de arte denominada de sátira em relação ao material promocional de um lutador em particular do plantel da nossa estimada federação: Edward Hosking.

Alex dobra-se para a frente e apoia ambos os cotovelos nas suas pernas abertas. O seu olhar transmite intensidade.

Alex (mantendo o tom rouco e excessivamente masculino): Edward Hosking, o homem que nos seus vídeos surge sempre com as suas botas pesadas de biqueira de aço, extremamente intimidadoras, que faz analogias com cabelo e que faz uso de objectos do nosso quotidiano para demonstrar a sua filosofia de vida.

Alex tira de um dos bolsos do robe um pequeno lápis de carvão. Este lápis é tão pequeno que o lutador mal o consegue agarrar. Segura-o pela base com dois dedos de uma mão, o polegar e o indicador, e com o indicador da outra mão dá um toque na ponta de carvão do lápis, que cai como se não fosse nada.

Alex (com uma voz tremendamente séria enquanto fixa o olhar no lápis): Este objecto já serviu o seu propósito, já não tem mais nada a fazer neste mundo. Era um lápis que foi usado e gasto até deixar de ser um lápis.

Alex atira o lápis por trás do ombro e olha agora directamente para a câmara com toda a intensidade.

Alex (mantendo o tom exageradamente sério): E por esse motivo eu livro-me dele.

Torres faz que sim com a cabeça, uma e outra vez, permanecendo sempre com a mesma expressão séria.

Alex (secamente): Profundo…

Do nada, Alex desata à gargalhada para a câmara, até ao ponto de se contorcer todo e agarrar a sua barriga. Passados uns momentos ele lá consegue controlar-se e voltar a focar-se na câmara, embora com um ar bem menos sério.

Alex: Ah, desculpem lá maninhos. Já não conseguia aguentar mais a falar assim. Porra, afinal quem é que fala assim? Vá, agora a sério, daqui fala o vosso mano, Alexandre Torres, mas podem-me tratar só por Alex que eu cá não me importo. Estou a fazer este vídeo não porque não curto do Eddy Hosking, já que até nem tenho assim nada de especial contra o dude, ele até é o meu segundo Eddy favorito destas cenas das lutas. Logo atrás de…conseguem adivinhar?

Alex faz uma pausa para o suspense antes de aproximar mais a cara da lente.

Alex (num tom demasiado entusiástico): Isso mesmo, Eddy Gordo!

O lutador faz um sorriso de orelha a orelha para a câmara enquanto ergue o polegar para a mesma. Depois de ficar assim por um par de segundos endireita-se, ficando numa postura normal.

Alex: Mas vá, atão porque é que estou aqui a falar pa vocês? Pá, estou aqui a falar porque Pavão, o patrão, disse no show passado que no final do próximo Kerosene ia dizer quem é que ia lutar pelo título Hardcore e Gen-X no PPV, e que por isso o melhor era os lutadores mostrarem-se até lá, né? Pois, mas tipo ele não me pôs a combater, então eu ‘tou aqui a fazer-me ao bife pa ver se o Hosking ou o Gante me escolhem como opção para um daqueles combates de Pick Your Poison.

Alex faz uma nova pausa no discurso, erguendo uma das sobrancelhas de forma inquisitiva.

Alex: Mas pera aí, devem estar vocês aí em casa a pensar. Atão, mas este gajo no último Kerosene disse que nem gostava de lutar e agora está aqui a ver se é metido num combate com um dos finalistas do torneio pelo título Undisputed? Não gosta de lutar e quer logo estrear-se contra um dos dois homens mais cotados no plantel actual? Mas que sentido é que isso faz?

Torres coça a cabeça despreocupadamente.

Alex: Bem, deixem-me contar a história do mano Celso. Quem é que é o mano Celso, perguntam vocês? O mano Celso é um sócio meu que trabalha no McDonalds ao lado da Secundária de Odivelas City aqui ao pé de casa. Digo-vos, é o melhor empregado do Mc que já vi, frita batatas melhor do que ninguém e é o funcionário do mês lá há três meses seguidos. ‘Tá bem e depois? E depois? É que o mano Celso diz-me sempre que não gosta de trabalhar lá. Percebem..?

Mais uma pausa excessivamente dramática.

Alex: Não? ‘Tão eu explico a comparação. É que pronto, o mano Celso pode não curtir de trabalhar no Mc, da mesma forma que eu não curto lutar, mas já que ele está lá no Mc vai fazendo as suas coisas e ganhando o prémio de funcionário do mês e os vinte euros que vem junto com ele. Porque é que eu não posso ser como o mano Celso? Se ele não curte fritar batatas mas é muita bom a fazê-lo, eu não curto lutar, mas sou muita bom a deixar gajos estendidos no ringue, tão pronto, já agora posso fazer como ele e como estou na UWL aproveitar e ganhar um ou outro título e aquilo que vem com eles, que é…

Alex olha à sua volta com um ar algo confuso, claramente sem saber como terminar a sua frase. Por fim, encolhe os ombros despreocupadamente para a câmara.

Alex: Bem, não sei, mas aposto que é melhor do que vinte euros. E então estou aqui para falar do Hosking e do Gante e para ver se um ou outro me escolhe para o Pick Your Poison. Atão ya, comecei com aquela sátirazinha ao Hosking por causa do tipo falar daquela maneira finória durante a maior parte do tempo e por o seu material promocional andar quase sempre à volta do mesmo, apenas com ele a dizer o que tem a dizer de mil e uma maneiras diferentes.

Torres apoia um dos cotovelos numa das suas pernas e faz uma cara de enfado.

Alex: Cena secante, né maninhos? Mas ya, não é por causa de eu dizer que o Hosking é aborrecido que o Gante me vai escolher como adversário dele. Tenho que dizer de que maneira é que eu me poderia distinguir dos outros membros do plantel para eventualmente derrotar o Hosking, não é assim que a coisa funciona? Bem, então eu começo por dizer que seria completamente imune a uma das grandes armas deste, que são aqueles mind games que ele faz armado em Mourinho do réssle. Tipo…

Alex abre os braços. A sua figura é, no mínimo, absolutamente ridícula, com o cabelo completamente despenteado, a barba selvagem por fazer, o robe com as cores do arco-íris e as pantufas rosa com cãezinhos.

Alex: Olhem bem para mim. Olhem para aquilo que eu fiz no último Kerosene. Olhem para o discurso que estou a ter aqui e agora. Acham memo que eu me vou importar com o que um dude qualquer de Inglaterra vai dizer sobre mim? Acham que me deixo afectar por o que quer que seja que quem quer que seja diga sobre mim? Come on…

Alex fecha os braços e encolhe os ombros.

Alex: Entra-me por um ouvido e sai pela outro, eu só me quero divertir, quero lá saber do que os outros dizem. Pa além disso…desenvolvi uma técnica especial para nem sequer ter que ouvir as declarações do Hosking mesmo que elas me apareçam à frente, querem ver?

O lisboeta levanta-se da cama e anda para fora da objectiva. Depois, quando volta, está mais perto da objectiva, aparecendo em grande plano a mostrar um comando televisão, que segurava. Alex aponta para o grande botão vermelho no topo do comando, que diz Power por cima.

Alex: 'Tão a ver isto? É o botão para desligar. Carrego uma vez neste botão e o Hosking cala-se, lá se vão os mind games. Espectacular, ã?

Alex anda de costas, até ir parar novamente à cama, onde se senta.

Alex: Pa além disso, o Hosking leva a cena do controlo também para o ringue, né? Ele percebe o estilo do adversário, estuda os padrões, aproveita-se das fraquezas e etc, para ficar por cima. Mas como é que ele vai estudar alguém como eu? Só há paí um ou dois vídeos meus a treinar na Academia em Inglaterra e nesses vídeos eu faço uma série de coisas diferentes. Ainda não há padrões pa estudar e como se não bastasse…pá, posso garantir que quando me virem a lutar não ver padrões nenhuns ou um estilo específico, porque pronto, modéstia aparte eu sou muita bom e consigo fazer de tudo, e pa além disso nunca me verão a ir pó ringue com uma estratégia. Eu vou pa lá e invento, o Hosking pode estar à espera que eu lhe dê com o não sei quantas pontapé rotativo na focinheira e eu espeto-o no meio do ringue com o XPTO Suplex! Acreditem maninhos, o Alex Torres vai mandar a casa abaixo sempre que entrar no ringue, mesmo que não curta andar à pancada!

Alex faz agora uma expressão um pouco mais séria para a câmara.

Alex: Ou seja, a minha forma de ser descontraída e o meu estilo caótico dentro do ringue acaba por ser a antítese perfeita para um gajo como o Hosking, e é por isso que o mano Jorge da Covilhã me devia escolher como adversário dele!

Torres torna a curvar-se para a frente, aproximando a face da lente.

Alex: Bem…e por que motivo é que seria um bom adversário pó Gante? Porque é que devia o Hosking escolher-me pa lutar com ele? Pá, pa começar porque eu conheço o Ricardo Soares. Falei umas vezes com ele na Academia e pareceu-me um velhote simpático, e como toda a gente sabe o Gante fez toda a merda possível ao Ricardo, e ainda hoje não se mostra arrependido por isso. Não sou um tipo violento, mas ya, se há um gajo em que curtia dar porrada aqui no plantel esse gajo provavelmente seria o Jorge Gante por causa de toda essa história com o Ricardo.

Por momentos nota-se alguma intensidade nos olhos de Alex, e esta já não é fingida.

Alex: E o tipo agora anda para aqui numa cena de redenção, mas nunca sequer deu uma oportunidade ao Ricardo pa lhe mostrar que aquilo que acha dele é mentira. O velhote veio pa Portugal pa ganhar uns trocos e conquistar alguma fama pa não ficar esquecido? Nah, o Ricardo gostava mesmo desta coisa do Wrestling, mano Jorge, acredites ou não.

Alex acaba por deixar soltar um suspiro e a sua expressão facial aligeira-se.

Alex: Mas pronto, se o Hosking nah me escolher não há stress, haveremos de nos encontrar por aí. E apesar do que eu disse não é que eu tenha algo contra a tua história de redenção, acho porreiro que te tenhas livrado do vício das drogas e que queiras mostrar ao pessoal que isso é possível e tal, ser uma influência positiva nesse aspecto. Eu tenho uma ideia do que é estar viciado nessas cenas, tipo vi Breaking Bad e curti bué daquilo e deu pa ver como é que o meu mano Jesse ficou fodido dos cornos a certa altura por causa de dar na veia. É fodido.

Alex faz mais uma pausa no discurso. Os seus olhos ficam a apontar para cima como se tivesse a tentar lembrar-se de algo.

Alex: Ah ya, e depois ainda há aquele filme sobre drogas, o Requiem for a Dream. Filme lixado de se ver. Lembro-me duma cena em que a namorada do tipo emo que é vocalista dos 30 Seconds To Mars está tão viciada naquilo que vai a casa do preto traficante e lhe mama o pilão por causa da droga. E depois ainda faz ass to ass com outra gaja em frente a não sei quanta cena também pa ter alguma droga. É tramado ver até onde o pessoal vai pelas drogas, espero bem que nunca tenhas chegado a este ponto de que falei mano Jorge da Covilhã. Continua a inspirar gente, queremos menos pessoal na rua a mamar pilãos de pretos por causa de umas gramas de coca.

Torres coça a barba.

Alex: E agora, pa além da cena do Ricardo que me daria uma motivação extra, porque é que eu seria um bom adversário pó Gante? Pá, porque através do meu estudo intensivo dos combates dele percebi qual a sua melhor qualidade dentro: levar porrada. Ganhe ou perca, é certo e sabido que quando o Jorge Gante entra no ringue vai apanhar muito no pêlo. Diria mesmo que, pelo que vi, ele deve ser um dos melhores do nosso plantel a fazê-lo, sendo que talvez a única pessoa a fazer-lhe frente é aquele nigga que foi mandado pó hospital pelo russo. Logo aqui vejo uma boa química entre nós no ringue. Porquê?

Alex sorri para a câmara.

Alex: Porque pronto, eu sou bom a distribuir porrada e ele é bom a apanhá-la, logo por aí parece que nos complementamos. Mas e depois? Isso não quer dizer que lhe vença, né? Porque há combates em que ele apanha no pelo e lá ganha com os seus dez segundos de ofensiva? Pá, ya, mas aí eu percebo o que tenho que fazer pa que isso não aconteça. É não deixar que o tipo sequer se levante e acabar com ele. O erro dos tipos que perderam pa ele foi só deixá-lo levantar-se, porque pô-lo no chão é fácil. E é por ter percebido isto que o Hosking me devia escolher!

O lutador olha para os lados, novamente parece não saber bem o que dizer.

Alex: Bem, e acho que é tudo. Ou quase tudo. Sei que agora era aquela parte em que eu devia resumir todas as minhas qualidades e dizer que sou muita superior a estes dois e que se qualquer um deles me escolher para o Pick Your Poison era muita bom e etc, e no fim acabar com uma frase qualquer pomposa e cheia de impacto. Mas eu não curto muito dessa cena cliché, então se calhar acabo o vídeo já aqui ou com uma coisa qualquer diferente, tipo, sei lá…

A imagem corta para o seguinte vídeo:

Spoiler:

Alex (em voice-off): Ya, isto serve. Como já devem ter percebido aqui o Alex curte um molho de animais.
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