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Mensagem por CChris em Qua 05 Ago 2015, 16:48

O verão… a estação do calor, das férias, das praias e das piscinas. É a estação que todos voltam à terra para passar umas semanas com as famílias, quer estejam eles em território nacional ou sejam um monte de Avecs. A capital está cheia de turistas por estes dias de calor infernal, cheia de pessoas rudes e mal educadas que parece que nunca lidaram com a sociedade antes. Como sempre, os empregados dos serviços a que estas pessoas se dirigem é que pagam, levando com a presa, a insatisfação e a rudez dos milhares de turistas que decidiram parar por Lisboa nestas férias. Um dos sítios mais movimentados acaba por ser os super-mercados, que recebem milhares de pessoas por dia, pessoas que esperam encontrar tudo aquilo que querem no menor tempo possível e que querem chegar à fila, passar à frente de toda a gente e ainda um desconto por alguma ridícula razão.

Um destes super-mercados teve  a brilhante ideia de adicionar uma zona de restaurante ao edifício. Muitas centenas dos milhares de pessoas que visitam o mercado, acabam por parar ali para almoçar, sempre com a pior das maneiras. Seja a presa de ser servido, a indecisão ou a famosa “Podia por só mais um bocadinho? É que é para o meu filho”.

Sem as condições de trabalho desejadas, dezenas de pessoas trabalham num único super-mercado destes, sendo pago o ordenado mínimo mas explorado que nem os pretos eram à 400 anos atrás. Dentro destas pessoas, existe um individuo que se destaca, não por ser o melhor, não por ser o mais simpático, mas por ser aquele que mais refila com os clientes. Esse só poderia ser o nosso já conhecido, Diogo Lourenço.
Diogo tem pouca paciência para lidar com os outros, isso já nós sabemos. Agora imaginemos  este a lidar com milhares de pessoas a perguntarem coisas estúpidas e Diogo querer apenas atirar com um pedaço de arroz-de-pato (que está naquela vitrina à 3 dias e nem se sabe se está em condições para um cão a comer, mas mesmo assim, vende-se aos clientes como produto de qualidade) à cara de alguem.

A certa altura de mais um dia de trabalho, Diogo é chamado ao escritório do gerente da loja. Algum bom não poderia ser, pois Lourenço tem a consciência daquilo que tem feito nos últimos dias. O antigo lutador de wrestling tem andado cada vez mais stressado com o seu trabalho, então tem decidido “gozar a vida” e também gozar com os clientes, deixando alguns presentes na comida. Alguns exemplos são: Cabelos, cuspo, hamburgers que foram ao chão e pisados por Diogo e até chegou ao ponto de urinar no caldeirão de uma sopa que havia para lá.

Chegando ao gabinete do dito gerente, Diogo senta-se na cadeira em frente à secretária do dito cujo e este está com ar de poucos amigos. Lourenço vai limpando as mãos à sua t-shirt branca, que já não é branca à muito tempo, enquanto espera, com ar de inocente, que Pedro (o gerente) diga o que tiver a dizer.
 
Pedro: É assim, Diogo, vamos ver se nos entendemos. O senhor está aqui para fazer um trabalho de qualidade assim como todos os seus colegas…
 
Assim que Pedro começou a falar, a mente de Diogo começou a divagar. Este, sempre sereno a fingir que escutava aquilo que o outro ia dizendo, acenando com a cabeça de vez em quando, ia pensando em algumas manerias de como poderia massacrar aquele pequeno estupor. Pedro era um individuo baixo, careca, mas algo gordo para o seu tamanho. Deve ser daqueles tipos que levava chapadas na escola, chegava a casa, levava chapadas da mãe e do pai, ia para igreja, levava chapadas do padre, pronto, acho que perceberam a ideia, e então, hoje, descarrega a sua frustração dos empregados da loja. Diogo abomina pessoas assim e a sua imaginação permite a este voar entre masmorras e chicotes, pensando qual o processo mais doloroso para fazer Pedro gemer até há exaustão.
 
Um dos planos que mais agradava a Diogo, seria fechar Pedro numa cave, completamente escura, sem nenhum acesso ao exterior. De vez em quando, Diogo iria à dita cave e, com Pedro amarrado a um poste, para não dar luta, enchia-o de porrada até que tivesse partido todos os ossos do corpo do porco. Uma das primeiras coisas a fazer seria ir cortando algumas partes do corpo. Um dedo aqui, uma orelha ali, o pénis quando Diogo estivesse mesmo mal disposto. Depois de encher Pedro de porrada, viria a parte do tratamento. Lourenço iria tratar do gerente da loja com todos os cuidados, para que este não morre-se. Sarar todas as feridas, dar de comida, para que este pode-se ficar saudável outra vez. Quando estivesse pronto, Diogo voltaria a dar porrada no desgraçado, e sempre assim, num ciclo doloroso e até quando Lourenço acha-se deveria. Porque? Porque Diogo assim gostava de pensar e imaginar.
 
Pedro: Diogo, ouviu alguma coisa do que eu lhe disse?
 
Diogo (acordando da seu “sonho”): Ahm? Há, claro chefe, claro que ouvi.
 
Na verdade, Diogo não ouvira nada, mas como o discurso do imbecil era sempre o mesmo, nem valia a pena. Pedro pediu ao homem de Tomar para se retirar e voltar ao seu posto de trabalho, mas primeiro, era tempo de uma pausa para fumar um cigarro. Diogo dirige-se ao exterior da loja para poder ter uma das 2 pausas de 15 minutos a que eles tinham direito. Aqui dava para Diogo descansar um pouco a cabeça do tormento que era aturar tantas pessoas durante o dia. Mas foi aqui que tudo mudou para Diogo.
 

Sem este se aperceber, dois homens encapuçados apareceram por detrás do ex-lutador e taparam a cabeça com um saco preto, enfiando-o imediatamente numa carrinha. Diogo começou a entrar em pânico, mas pouco este poderia fazer para remediar a situação, teria que esperar que não acontece-se o pior.

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Re: Métodos

Mensagem por CChris em Ter 11 Ago 2015, 23:33

Uma leve tontura reina na cabeça de Diogo. Pouco consegue ver, visto que pouca luz existe no local onde se encontra. Sente o movimento constante de algo mas ainda está demasiado atordoado para perceber o que é. A cabeça doí-lhe e o corpo está dormente. Começa-se lentamente a relembrar do que sucedeu para estar neste local. “Ah, pois foi, algum cabrão meteu-me um saco na cabeça e enfiaram-me dentro de uma carrinha antes de me porem a dormir…” – pensou Lourenço para si mesmo, começando a levantar-se naquela que era a parte de trás da carrinha onde tinha sido colocado.
 
Diogo, algo aflito, devido à situação onde se encontrava, começou a bater nas paredes e a gritar por alguém que o ouvisse, nem que fosse quem lhe tivesse feito isto.
 
???(zangado): Cala-te pá! Estamos quase a chegar por isso não te enerves oh miúdo!
 
Diogo começou-se a sentir cada vez mais nervoso, mas sabe que pouco poderia fazer. Podia tentar arrombar a porta de trás da carrinha e saltar do veiculo, mas Diogo não faz mínima ideia de onde se encontra e poderia ficar dias perdido a vaguear antes de encontrar alguma civilização. A voz que tinha vindo do banco da frente era de um homem por volta dos 30 anos, rouca, como quem fuma três a quatro maços de tabaco por dia. Por falar em tabaco, Diogo já fazia o uso de um e até questionou o motorista se lhe poderia dar um, mas este riu-se.
 
Motorista: Queres tabaco? Eu dou-te o tabaco nessa boca se não te calares!
 
A carrinha finalmente parou. O homem que estava a conduzir e outro que estava ao lado dele, saíram da parte da frente e vieram buscar Diogo à parte de trás. Abriram a porta e, com dois tacos de basebol em punho, apanharam Diogo pelos braços e ataram-os atrás das costas, para ser mais fácil de levar Lourenço. Também o vendaram para que este não se apercebe-se de onde estava ou para onde estava a ir. Os dois homens, completamente estranhos a Diogo, começaram a andar no bosque perto de onde tinham parado a carrinha. Depois de cerca de 15 minutos a andar, chegaram perto de um edifício velho, pintado de branco mas com a tinta toda a cair e cheio de grafites. Bateram à porta, com uma espécie de batida em código, para que o homem de dentro a abrisse e tivesse a certeza de quem estava do outro lado.
 
Depois de mais uns minutos a andar por dentro do edifício , que era muito maior por dentro do que parecia por fora, Diogo é levado para uma sala e sentado numa cadeira. A sala era bastante húmida e escura, apenas com uma mesa, duas cadeiras, cada uma delas postas em cada ponta da mesa, e um candeeiro no tecto, no meio da sala. Diogo é atado à cadeira onde se sentou e é lhe retirado a venda, apenas para relevar que havia um terceiro homem, mas este diferente.
 
Este estava sentado na cadeira em frente a Diogo, e os dois homens, consideravelmente altos e musculados, vestidos de preto e com mangas pelo pulso, algo curioso visto que estamos em pleno verão, estavam por detrás deste homem, em pé, como seguranças. Este homem estava vestido com fato e gravata vermelha, com camisa branca. Era de média estatura, com óculos de ver na cara, barba desfeita e cabelo bem arranjado. Este encontra-se descontraído enquanto Diogo estava visivelmente nervoso em relação à situação.
 
???: Boas noites Diogo. Eu sei que o método que utilizei para encontrar-me contigo pode não ter sido o mais “delicado” mas foi o necessário para manter isto nos termos que o meu patrão quer. Desde já, o meu nome é Rui Vasconcelos, mas podes tratar só por Rui. Acho que não tens noção daquilo que estás aqui a fazer, pois não?
 
Diogo acena negativamente com a cabeça.
 
Rui: Pois bem… o meu patrão é um grande apoiante de Wrestling. Ele próprio esteve envolvido em projectos de wrestling no passado, mas não correram lá muito bem. Mas ele sempre manteve aquele bichinho do wrestling em sí, por isso, deseja agora regressar ao panorama nacional… mas de outra forma.
 
Diogo: Posso saber de que “outra forma” o seu patrão pretende fazer isso?
 
Rui: Pois bem Diogo, é aqui que tu entras. Vai abrir uma nova empresa de Wrestling… se é que lhe podemos chamar de empresa. Mas bem, é mais um clube de luta onde se pratica wrestling. Vão haver lutadores, como tu, a audiência e… os apostadores, que vão manter o clube vivo. Tu vais entrar nesse clube e vais lutar para nós, vais fazer aquilo que te mandar-mos para que as apostas nos beneficiem. Percebido?
 
Lourenço começa-se a rir na cara de Rui e este pareceu algo confuso pela reacção do jovem lutador. Diogo leva-se algum tempo em estado de “alegria” e até os seguranças de Rui têm que mandar Lourenço se calar, mas este ignora-os.
 
Diogo: Ai, ai… com que então querem que eu volte a lutar, num clube de luta… basicamente, levar porrada e perder, ser pago por isso, para vos satisfazer…
 
Diogo parece pensar por alguns momentos, mas apenas foi uma pausa dramática para cuspir na cara de Rui. Os dois seguranças iam-se jogar para cima de Diogo, mas Rui levanta os braços, indicando que não era preciso e que deixassem Lourenço falar.
 
Diogo: Então, o teu “patrão” não quis mostrar a cara e mandou a sua cadelinha vir tratar do seus assuntos por ele, não é? Parece-me bem. Deixa-me perguntar uma coisa, o que é que vocês tinham em mente quando pensarem em mim para este cargo? Que eu ia aceitar? Apenas porque ameaçam-me bater-me ou até matar-me? *Volta a rir compulsivamente* Oh meu amigo, a minha vida desceu desde o estrelato para a total miséria… se me matasses agora, até me farias um favor…
 
Rui (com um sorriso inesperado na cara): Nós não queremos matar-te Diogo, nós precisamos de ti… mas se não aceitares, nós vamos magoar-te muito. Não fisicamente… mas emocionalmente.
 
Rui coloca em cima da mesa um colar de ouro que Diogo reconhece. Lourenço exalta-se neste momento e tenta soltar-se da cadeira, mas os seguranças avançam, desta vez com a autorização de Rui, para “meter ordem e Diogo”. Eles tão dois ou três socos no estômago do lutador e mais um cotovela-so na cabeça, que sossega Diogo. Rui, com um sorriso macabro na cara, volta a dirigir-se para o jovem de Tomar.
 
Rui: Agora que eu tenho a tua atenção, vou contar-te o todo da situação. Como percebeste pelo colar que eu meti em cima da mesa, nós temos a tua tia, Diogo. Sim, aquela que cuidou de ti toda a vida como se fosses filho dela. A única pessoa que te resta neste mundo. Por isso, pensa bem naquilo que queres fazer… nós não queremos matar-te, mas se não aceitares, matamos a ela.
 
As lágrimas começam a escorrer pela cabeça de Diogo, enquanto esta está baixa, por causa dores. Ele soluça, derivado à tristeza e amargura que lhe vai neste momento, mas só uma coisa passa neste momento pela cabeça…
 
Diogo: Eu aceito… não lhe façam mal… eu aceito…

Rui: Bem me parecia. Bem vindo a bordo Diogo!

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